quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Feliz Dia dos Solteiros!

Para quem acha bom estar solteiro/solteira:



Mas há quem esteja se recuperando. Então:



Quem quer mudar esta situação:



Apenas tenha cuidado, pois



Carpe diem!

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Oportunidade!

Continuam abertas inscrições para curso técnico do 
Metrópole Digital

O Instituto Metrópole Digital (IMD) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) abriu seleção para o Curso de Formação Técnica em Tecnologia, para o ingresso em 2014, a ser realizado nos polos de Natal, Mossoró, Caicó (CERES) e Angicos (UFERSA). As inscrições, abertas no dia 5 de agosto, prosseguem até 3 de setembro, e podem ser feitas pelo site do Núcleo Permanente de Concursos (COMPERVE).

Em Natal, serão oferecidos os cursos de Informática para a Internet, Redes de Computadores, Eletrônica e Automação Industrial; em Caicó e Angicos, Informática para a Internet; e em Mossoró, são ofertados Informática para Internet, Rede de Computadores e Eletrônica.

São disponibilizadas 2.400 vagas e desse total, 70% serão para candidatos que cursaram integralmente o Ensino Fundamental em escolas públicas, das quais 50% serão preenchidas por estudantes com renda familiar bruta igual ou inferior a um salário-mínimo e meio e por uma proporção mínima igual a de autodeclarados como pretos, pardos e indígenas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para participar, o candidato deve estar matriculado ou ter concluído o Ensino Médio e se encaixar em duas faixas etárias, que vão de 15 a 20 anos ou a partir de 21 anos. A validação do cadastro poderá ser consultada a partir de 11 de setembro, e os locais de provas serão disponibilizados em 18 de setembro, também na página do Núcleo.

As provas serão aplicadas em 22 de setembro, com uma duração de três horas e trinta minutos e o acesso ao local deverá ser feito das 7h20 às 8h. O teste terá um total de 40 questões de múltipla escolha sobre Criatividade e Inovação; Comunicação e Colaboração; Pesquisa e Gerenciamento de Informações; Pensamento Crítico, Resolução de Problemas e Tomada de Decisões; e Conceitos e Procedimentos em Tecnologia.

Para conferir o edital, basta acessar a página da COMPERVE: 

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Mais uma vez! Até quando?

Trabalhadores em educação da rede estadual deflagraram greve por tempo indeterminado



Em assembleia realizada na manhã desta segunda-feira (12), em Natal, os trabalhadores em educação da rede estadual de ensino decidiram entrar em greve por tempo indeterminado. A assembleia aprovou o indicativo que tinha sido deliberado na semana passada. 

LEIA MAIS: http://sintern.org.br/noticias/visualizar/2434

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Vamos fazer do Brasil um país de leitores?

Uma pesquisa realizada pelo IBGE em quatro estados (Pará, São Paulo, Rio Grande do Sul e Pernambuco) e mais o Distrito Federal mostrou que o brasileiro lê em média apenas seis minutos por dia. Outra constatação foi que 62% dos entrevistados fazem mais de uma coisa ao mesmo tempo.

E aí gente, vamos mudar isso?

Fonte: O Globo



Boa reflexão!

terça-feira, 30 de julho de 2013

Analfabetismo funcional

analfabetismo funcional

"(...) O quadro brasileiro é preocupante, embora alguns indicadores mostrem uma evolução positiva nos últimos anos. Uma variação do analfabetismo funcional parece estar presente no topo da pirâmide corporativa e na academia."

Matéria interessante.

"Alarmante! A dificuldade para interpretar textos e contextos, articular ideias e escrever está presente em seletos ambientes do mundo corporativo e da academia."

Leia! No site:

http://www.cartacapital.com.br/revista/758/analfabetismo-funcional-6202.html


sexta-feira, 26 de julho de 2013

E as férias acabaram...




Só para descontrair! Porque estou com saudades e cheia de ideias para colocarmos em prática neste segundo semestre.

E lá vamos nós! Em frente e avante!

Xerim.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Parabéns, escritores!



Hoje celebramos o Dia do Escritor! 
Um bom escritor começa cedo!
Veja 8 dicas para estimular seu filho a escrever:
http://abr.io/8-escritor

terça-feira, 23 de julho de 2013

Mensagens


"Desaprender para aprender. Deletar para escrever em cima. Houve um tempo em que eu pensava que, para isso, seria preciso nascer de novo, mas hoje sei que dá pra renascer várias vezes nesta mesma vida. Basta desaprender o receio de mudar." (Martha Medeiros)

segunda-feira, 22 de julho de 2013

"Não tenho o livro... É caro..." LEIA! Não há mais desculpa!



Uma compilação com 100 obras, entre autores brasileiros e estrangeiros, escolhidas entre os 10 mil títulos disponíveis no portal Domínio Público. A lista, traz desde livros seminais, formadores da cultural ocidental, como “Arte Poética”, de Aristóteles, até o célebre “Ulisses”, de James Joyce, considerado um dos livros mais influentes do século 20, além de clássicos brasileiros e portugueses.

Segue o link: http://canaldoensino.com.br/blog/100-livros-classicos-para-download

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Por que tantos professores desistem da profissão?

Fernando Benega


A matéria sugerida no link abaixo nos faz refletir sobre como a educação vem, ano após ano, sendo desvalorizada em nosso país.

O que será de um país que não tem mais professores motivados? Haverá futuro para esta nação?

É bom refletir. Mas é preciso, urgentemente, agir!

Matéria extraída do site:
http://revistaeducacao.uol.com.br/textos/195/adeus-docencia-292321-1.asp

terça-feira, 28 de maio de 2013

Que curso escolher? Conheça-os!

Ainda está em dúvida sobre qual curso escolher, ou gostaria de conhecer mais o curso desejado? 

Uma excelente oportunidade é a IV Mostra de Profissões da UFRN. A Mostra é um evento realizado anualmente, sendo destinado aos estudantes do ensino médio e demais pessoas interessadas em conhecer a oferta de cursos da UFRN e as possibilidades de profissionalização a estes vinculadas.

Quando? 
De 05 a 07 de junho de 2013.

Onde?
Setor de aulas IV do Centro de Tecnologia - Campus Universitário - Natal/RN.

Confiram o horário de toda a programação:


Sugestão...


segunda-feira, 29 de abril de 2013

Um quarto das 154 línguas indígenas do Brasil corre risco de extinção


Rio de Janeiro, 29 abr (EFE).- Um quarto das 154 línguas indígenas ainda vivas no Brasil está ameaçado de extinção, já que contam com menos de cem falantes, alerta um relatório realizado pelo Museu Paraense Emilio Goeldi (MPEG).

O mais grave é que é impossível determinar quantas línguas já se extinguiram desde a chegada dos colonizadores portugueses ao Brasil em 1.500, segundo o estudo do órgão estatal, ligado ao Ministério de Ciência e Tecnologia.

"O Brasil é um dos países com maior diversidade linguística da América, já que conta com 154 línguas ainda faladas, mas o número era muito maior e não sabemos quantas desapareceram sem que restassem registros", disse à Agência Efe a linguista Ana Vilacy Galucio, pesquisadora do MPEG e que coordenou o estudo.
"E muitas das línguas ainda vivas estão ameaçadas de desaparecer, já que têm muito poucos falantes, em sua maioria idosos, e as novas gerações não estão interessadas em aprendê-las. A tendência em médio prazo é que essas línguas desapareçam", acrescentou a antropóloga.
Segundo dados do Censo de 2010 divulgados este mês pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apenas 37,4% dos 896.917 brasileiros que se declararam como índios falam a língua de sua etnia e somente 17,5% desconhecem o português.
O censo também revelou que 42,3% dos índios brasileiros já não vivem em suas reservas e que 36% se estabeleceram em cidades. Dos que não estão nas reservas, apenas 12,7% falam sua língua.
Ana esclareceu que o inventário do Museu Goeldi considera como ameaçadas as línguas que têm menos de cem falantes, mas que o número seria muito superior se fossem adotados os critérios internacionais, que definem como em perigo às que têm menos de mil praticantes.
De acordo com o relatório do Museu Goeldi, mais da metade das línguas indígenas do Brasil tem menos de mil falantes.
"A situação é crítica para a maioria. Algumas têm menos de dez pessoas que ainda falam sua língua", segundo a especialista.
O censo de 2010 contabilizou 305 etnias indígenas no Brasil que falavam 274 línguas.
O governo reconhece que esses números superam os calculados pela Fundação Nacional do Índio (Funai), o que atribui a subdivisões que os próprios indígenas desconhecem.
O relatório do Museu Goeldi é ainda mais rigoroso e limita a 154 o número de línguas, em comparação às 180 com que a Funai trabalha.
O estudo cita como exemplo o caso dos gaviões, uma etnia no estado de Rondônia a qual eram atribuídas cinco línguas, mas que, após as análises linguísticas, se descobriu que pratica cinco dialetos derivados da mesma língua.
O relatório inclui até a língua dos xipaias, uma etnia assentada no estado do Pará e da qual só restam dois idosos que falam a língua nativa.
A linguista do Museu Goeldi alerta que a principal ameaça das línguas não é o reduzido número de pessoas que a falam, mas a falta de uso, já que os idosos que a conhecem, sem ter com quem praticá-la, começam a esquecer o vocabulário e a gramática.
O caso dos Xipaia é novamente exemplar já que a população é numerosa, mas as novas gerações foram alfabetizadas em português e os dois idosos que falam a língua não vivem perto.
Segundo o Museu Goeldi, com a morte das línguas também se perdem conhecimentos culturais, econômicos e até medicinais, que já não podem ser transmitidos pelos idosos por não terem como se comunicar com os mais jovens.
"Por isso é importante documentar e ter registros em áudio e vídeo dessas línguas", diz Ana, que coordenou um projeto para registrar em gravações línguas ameaçadas e criar escolas bilíngues nas aldeias.
A antropóloga citou o caso dos puruborás, uma etnia também em Rondônia com 800 integrantes, dos quais apenas quatro falam sua língua, que foram beneficiados com um projeto de preservação da língua.
Além de registrar em gravações as conversas dos quatro anciãos, os antropólogos elaboraram um vocabulário básico e montaram uma escola da língua em uma aldeia dos puruborás. EFE

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Pró-Reitoria de Graduação da UFRN realiza V Mostra de Profissões


A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), por meio da Pró-Reitoria de Graduação (PROGRAD), realiza, de 5 a 7 de junho, a V Mostra de Profissões. O evento ocorre no Centro de Tecnologia (CT), no setor 4 do Campus Universitário, em três turnos.

A Mostra de Profissões é um evento realizado anualmente e destinado a estudantes interessados em conhecer a oferta de cursos da UFRN e as suas possibilidades de profissionalização. O objetivo é ajudar os jovens que pretendem ingressar na Universidade a escolher o curso de graduação, baseados no conhecimento do perfil profissional de cada área de formação.

A programação, que vai acontecer das 8h às 11h, das 14h às 17h e das 19h às 21h, consta de minipalestras que serão realizadas por estudantes e professores da UFRN, além de depoimentos de ex-alunos e profissionais reconhecidos no mercado. Não é necessária a  inscrição para participar, basta comparecer ao local e dirigir-se às salas das palestras.  As apresentações vão ocorrer, simultaneamente, em todas as áreas com a duração de uma hora. Os estudantes podem participar de quantas palestras desejarem.

A professora Elizama Cunha, da PROGRAD, destaca que a Mostra visa a esclarecer dúvidas e gerar conhecimento em cada curso. “O nosso maior público são os estudantes do ensino médio das escolas públicas. Essa Mostra serve para aproximar a Universidade da comunidade, para que os alunos possam conhecer, aprender e ver as perspectivas de mercado e futuro profissional”, afirma Elizama.

Segundo ela, serão ministradas 260 palestras e a expectativa é de que o evento atinja seis mil estudantes. A Mostra é realizada juntamente com a Secretaria de Estado da Educação e da Cultura (SEEC) e, segundo Elizama, “é muito importante essa parceria, pois é a Secretaria quem oferece os ônibus para buscar os alunos nas escolas”.
A programação do evento poderá ser conferida a partir do próximo mês no site www.ufrn.br/mostradeprofissoes.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

UFRN realiza projeto literário Con-versa Com-Prosa

O projeto literário “Con-Versa Com-Prosa”, vinculado ao Departamento de Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), traz no dia 18 de abril a cantora Cátia de França para um bate-papo sobre Poesia e Música. O encontro será às 19h, na videoteca II da Biblioteca Central Zila Mamede (BCZM),

Catarina Maria de França Carneiro mais conhecida como Cátia de França, foi professora de música por algum tempo, até começar a compor em parceria com o poeta Diógenes Brayner. Sua música tem como fonte a literatura, fazendo referências à obra de Guimarães Rosa, José Lins do Rego, Manoel de Barros, além de João Cabral de Melo Neto.

O Con-versa Com-Prosa é uma iniciativa que visa debater literatura, poesia e prosa. Além disso, objetiva mostrar à comunidade a produção literária da Universidade.

Interessados podem se inscrever pelo e-mail: conversacomprosa@ymail.com.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Tula Pilar, entre a poesia e o Bolsa Família


Tula Pilar Ferreira gosta de se arrumar para sair de casa. Afivela a sandália, passa hidratante nos braços e nas pernas, combina o par de brincos com as cores da saia ou da faixa no cabelo.
Uma vez por mês, porém, o rito se inverte. Pilar escolhe uma camiseta surrada, calça o sapato mais velho (pisando o calcanhar na parte de trás), prende o cabelo e puxa alguns fios para cima, como se estivessem desleixadamente soltos.
O ritual às avessas começou no início do ano, quando ela foi recusada pelo posto de atendimento do programa Bolsa Família. Pilar recebe R$ 64 mensais como complemento de renda para criar a filha de 7 anos e o filho de 16. “A mulher me olhou de cima a baixo”, lembra, imitando a surpresa que viu no rosto da funcionária. “Primeiro, disse que ali era o Bolsa Família, como se eu tivesse no lugar errado. Quando eu expliquei que era cadastrada, ela disse que o posto estava fechado”.
Pilar foi embora. Voltou no dia seguinte, no mesmo horário, mas vestida com roupas velhas. Foi atendida. Desde então, ela usa o “disfarce” sempre que precisa verificar o seu cadastro. Disfarce porque, embora tenha dificuldades para pagar as contas da casa, a sua figura é o avesso do estereótipo procurado pelos olhos da funcionária.
A poetisa Tula Pilar, na sala de sua casa
Pilar é uma poetisa de sorriso largo. Faz sucesso nos saraus da periferia de São Paulo e comanda alguns deles no centro da cidade. Nesses eventos, ela recita seus versos preferidos (alguns deles parte dos seus escritos da "poesia erótica") e dança ao som de percussão.
Seus poemas foram publicados em um livro artesanal: “Palavras Inacadêmicas”. Uma coletânea de poemas provocadores, como a autora. Vaidosa, esconde a idade. Depois de alguma insistência, e tentativas de cálculo a partir do nascimento da filha mais velha, ela concede: “sim, mais de 40”.
Pilar começou a escrever aos trinta, depois de trabalhar por mais de duas décadas como empregada doméstica e passadeira. Ela não via futuro nas casas de família e lavanderias, mas levou alguns anos tomando coragem para dar o salto e deixar o emprego fixo.
Hoje, apesar do espaço conquistado, ela paga um preço alto por sua escolha. Nesse momento deve dois meses de telefone e energia. Se não pagar, a família ficará no escuro de novo – já ficaram seis meses sem luz. Para as refeições semanais, Pilar garante arroz, feijão e legumes. Carne só no fim-de-semana. Eles moram em Taboão da Serra, divisa com a capital paulista. A casa alugada tem uma varanda, cozinha, sala, banheiro e um quarto, que ela divide com os filhos.
A fase mais difícil foi no começo da mudança, quando tentava entrar no mercado da produção cultural. Pilar fazia bicos como vendedora de jazigo e de ingresso de teatro, mas não conseguia pagar o aluguel. Enquanto a proprietária ameaçava despejo, ela perambulava pela cidade com uma maçã no estômago, tomando água para “inchar a fruta na barriga”, ensinamento da sua mãe para enganar a fome.
Foi em uma dessas saídas que, no auge do desalento, encontrou um caminho. Exausta, sentou sob o vão do Masp e se deixou “chorar como uma criança”. Entre as lágrimas, viu um sujeito distribuindo algo e foi até ele: “Moço, essa empresa paga pra distribuir?”
Assim descobriu a revista Ocas , publicação produzida por jornalistas e escritores voluntários para ser vendida por moradores de rua, que ganham R$3 por edição. Convidada a participar do projeto, esclareceu que não era moradora de rua, mas ouviu do vendedor: “não é agora, mas logo vai ser”.
A frase lhe chacoalhou e Pilar agarrou a chance. Passou a ser vendedora e, depois, coautora de textos da revista, o que projetou seu nome no meio da chamada cultura alternativa. Com talento, e graças à nova rede, passou a ser convidada para cursos e saraus remunerados. Assim, conheceu a África do Sul durante a Homeless World Cup (Copa Mundial Sem-Teto) e foi entrevistada no programa Provocações, conduzido por Antônio Abujamra, na TV Cultura.
A escolha lhe dá satisfação pessoal e profissional, mas ainda rende sérias dificuldades financeiras. Por isso, conta com os 64 reais mensais do Bolsa Família. Não sem conflito. Na primeira vez que lhe perguntei sobre o benefício, Pilar achou que seria melhor não falar do assunto. “Não é que eu tenha vergonha, mas não queria receber, tem gente que pode precisar mais”.
A sua justificativa para continuar no programa pode ser uma boa reflexão para os críticos, aqueles que acham que o benefício acomoda e faz as pessoas tomarem um “caminho fácil”, abandonando a vida economicamente produtiva. “Prefiro ficar no programa, por enquanto, para poder correr atrás do que acredito, a pegar um emprego qualquer. Não quero ser como essa gente que faz o trabalho meia boca pra esperar a aposentadoria”.
O programa federal e o projeto social ajudam Pilar na batalha para construir uma carreira diferente daquela que lhe foi atribuída aos 8 anos. Nessa idade, ela começou a trabalhar como babá e doméstica para uma família de Belo Horizonte, Minas Gerais, onde viveu durante a infância. Ela cresceu levando beliscões e puxões de cabelo dos patrões quando insistia em brincar. “A patroa rasgava os meus desenhos, aquilo me dava uma raiva”.
Cansada, certa vez se recusou a engraxar os sapatos e se trancou no banheiro. “Fiquei umas duas horas lá dentro. A patroa chamou o marido e ele disse bem assim: ‘sua negrinha, dê graças a Deus que a gente te dá casa e escola”. Pilar, que estudava em um colégio público, respondeu com um grito, por trás da porta: “Eu quero voltar pra favela!”.
E voltou. Mas os patrões da infância deixaram uma marca. Desde então, ela sente as mãos tremerem quando os chefes levantavam a voz ou usam um tom mais duro. Mesmo assim, ela continuou reagindo às situações que considerava injustas, o que lhe obrigou a trocar de emprego diversas vezes.
Aos 17, mudou-se para o Rio de Janeiro, para trabalhar como babá em um apartamento na Avenida Vieira Souto, a rua da praia de Ipanema e um dos metros quadrados mais caros da América Latina. Com essa família, conheceu a Argentina e o Chile e viveu seus primeiros momentos de “glamour”, como ela gosta dizer. “Quando eu entrava nos salões com a menina no colo, todo mundo olhava. Eu era bem preta do sol, e ela ruiva, dava aquele contraste bonito. As pessoas olhavam como se eu fosse uma artista”.
Hoje, quando sente a energia dos aplausos ao fim de uma apresentação, deseja intimamente que as antigas patroas estivessem na plateia. “Queria que vissem onde cheguei”. Os aplausos são uma consagração, parte importante da vitória de sua escolha, mas Pilar sabe que sua arte ainda precisa atravessar outras fronteiras. Principalmente as cotidianas, que são as mais difíceis de alcançar.
Na semana passada, ela foi visitar a filha mais velha, que mudou-se para um apartamento no centro, deixando saudades. Dormiu na casa da filha e, no fim da manhã, não encontrou o ânimo habitual para se produzir antes de sair. No elevador, foi recebida com surpresa por uma moradora do prédio.
- Nossa, você já terminou o serviço? Que beleza. A minha leva o dia todo, coitada, está velha.
Pilar sentiu o tremor nas mãos que não experimentava há anos. Suspirou fundo e achou melhor não criar polêmica no prédio da filha.

terça-feira, 19 de março de 2013

Mais uma polêmica do ENEM


Estudante escreve receita de miojo na redação do Enem e recebe nota 560


O tema da redação da última edição do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) era os movimentos imigratórios para o Brasil no século XXI. Mas, além do tema, no meio de seu texto, um candidato resolveu dissertar sobre como preparar um miojo. Pode soar estranho, no entanto, para dois corretores da prova a abordagem temática foi considerada “adequada”. O autor da redação recebeu 560 pontos de 1000 possíveis.



Nos dois primeiros parágrafos, o vestibulando chega a comentar a questão da imigração. Mas, no parágrafo seguinte, descreve o modo de preparo do macarrão instantâneo:

“Para não ficar muito cansativo, vou agora ensinar a fazer um belo miojo, ferva trezentos ml’s de água em uma panela, quando estiver fervendo, coloque o miojo, espere cozinhar por três minutos, retire o miojo do fogão, misture bem e sirva”.

Logo depois retoma o tema da imigração e conclui que “uma boa solução para o problema o governo brasileiro já está fazendo, que é acolher os imigrantes e dar a eles uma boa oportunidade de melhorarem suas vidas”.

Embora haja critérios para se tirar nota 0 na redação no Guia do Participante, como a fuga total do tema e impropérios ou atos propositais de anulação, o vestibulando em questão tirou 560 em 1000.

O candidato recebeu 120/200 (60%) na competência 2 da correção, em que são avaliadas a compreensão da proposta da redação e a aplicação de conhecimentos para o desenvolvimento do tema. Pela nota, o Ministério da Educação (MEC) entende que o estudante abordou o tema de forma “adequada”, embora “previsível” e com “argumentos superficiais”. Na competência 3, na qual é avaliada a coerência dos argumentos, o candidato recebeu 100/200 (50%).

Em nota, o MEC afirmou que “a presença de uma receita no texto do participante foi detectada pelos corretores e considerada inoportuna e inadequada, provocando forte penalização especialmente nas competências 3 e 4”. O órgão entende que o aluno não fugiu do tema nem teve a intenção de anular a redação, pois não feriu os direitos humanos e não usou palavras ofensivas.

Nesta segunda-feira, 18, o jornal O Globo mostrou que redações nota 1000 (máxima) da edição de 2012 continham erros graves de grafia como “rasoavel”, “enchergar”, “trousse”, além de problemas de concordância verbal, acentuação e pontuação.

Com informações do jornal O Globo

Extraído de http://br.noticias.yahoo.com/estudante-escreve-receita-de-miojo-na-reda%C3%A7%C3%A3o-do-enem-e-recebe-nota-560-133540514.html

Cursinho gratuito da UFRN recebe inscrições até esta quarta-feira, 20

O Proceem, Cursinho da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), está com as inscrições abertas até esta quarta-feira, 20, das 14h às 19h. Este ano, somente alunos concluintes do ensino médio serão aceitos.

Para a inscrição a documentação exigida inclui a declaração de conclusão do ensino médio em escola pública e cópia do documento de identidade e CPF, que estão sendo feitas na sede do cursinho, localizada na Rua Gustavo Guedes, 1880, Capim Macio, próximo ao supermercado Nordestão Cidade Jardim.

O Cursinho da UFRN é um projeto da Pró-Reitoria de Graduação (PROGRAD), que consiste no oferecimento de curso preparatório para o ENEM. Seu objetivo é ampliar as expectativas e oportunidades de acesso na Universidade aos estudantes de escolas públicas. É dirigido a estudantes do ensino médio (concluintes ou cursando o 3º ano) de escolas públicas. 

Os professores são estudantes dos cursos de graduação da UFRN – Ciências Biológicas, Geografia, Física, História, Letras Português, Letras Inglês, Letras Espanhol, Matemática e Química. Mais informações estão disponíveis pelo telefone 3215-3272.

APROVEITEM!!!

sábado, 16 de março de 2013

Ótima oportunidade!




Foram prorrogadas, até o dia 20 de março, as inscrições para o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e ao Emprego – Pronatec. As inscrições devem ser feitas exclusivamente pela internet, através do site www.pronatec.rn.gov.br, onde está disponível a lista completa com todos os cursos oferecidos. Podem se inscrever, estudantes da rede estadual matriculados no Ensino Médio ou Educação de Jovens e Adultos - EJA.

quarta-feira, 13 de março de 2013

14 de março - Dia da Poesia


Departamento de Letras da UFRN comemora Dia da Poesia

Com o tema “Lugar de poesia é na calçada”, o Departamento de Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (DLET-UFRN) comemora nesta quinta-feira, 14, o Dia da Poesia. O evento, que tem a coordenação da professora Cellina Muniz, será realizado às 10h, no auditório B do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA).

Na ocasião, haverá recital poético com Romildo Soares, coquetel e sorteio de livros, além da participação dos poetas João da Rua e Jota Mombaça, em uma conversa sobre poesia marginal.

Para inspirar esse momento, um poema de Alberto Caeiro, pseudônimo de Fernando Pessoa:


Não me Importo com as RimasNão me importo com as rimas. Raras vezes 
Há duas árvores iguais, uma ao lado da outra. 
Penso e escrevo como as flores têm cor 
Mas com menos perfeição no meu modo de exprimir-me 
Porque me falta a simplicidade divina 
De ser todo só o meu exterior 
Olho e comovo-me, 
Comovo-me como a água corre quando o chão é inclinado, 
E a minha poesia é natural corno o levantar-se vento... 

Alberto Caeiro, in "O Guardador de Rebanhos - Poema XIV" 
Heterónimo de Fernando Pessoa

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Aos meus alunos ZM




Mesmo com as adversidades que nos rodeiam, sejamos fortes e acreditemos que o melhor há de vir!

FOCO! FORÇA! FÉ!